quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Moradores da Rocinha evitam falar da prisão de Nem chefe do tráfico na comunidade

Malandro é o pardal que não canta para não ir para a gaiola, é a lei do morro, escuto isso desde a infância. E quem está lá está coberto de razão de manter o bico fechado, vimos no morro do Alemão pessoas morrendo após a ocupação por ter colaborado com a polícia.

As coisas estão melhorando, mas convém cautela.


Fonte: G1

Na manhã desta quinta-feira (10), os moradores da Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, evitam falar sobre a prisão de Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, apontado pela polícia como o chefe do tráfico na comunidade havia dez anos.

O comércio funciona normalmente. Por volta das 9h, os trabalhadores do camelódromo começaram a montar suas barracas e já havia clientes no local. As crianças também estão nas ruas e demonstram muita alegria porque não tem aula nesta quinta-feira, em função do ponto facultativo para o ato em defesa dos royalties, marcado para as 15h, no Centro da cidade.

favela-rocinha-ocupacao

O complexo esportivo também está em pleno funcionamento com aulas de natação, mas deverá fechar ao meio-dia, também por conta do ato pelos royalties. Na entrada da comunidade pelo bairro de São Conrado, dois carros do Batalhão de Choque permanecem de plantão e policiais revistam alguns moradores que entram e saem da comunidade.

Os bares próximos também estão movimentados, muitas pessoas batem papo descontraídas enquanto tomam café da manhã. Entre os moradores parece não haver clima de apreensão. Embora ainda não queiram falar com a imprensa, todos sorriem e confirmam que são moradores da comunidade ao serem perguntados. Tudo o que eles alegam é que "está tudo tranquilo" e que estão "com muita pressa".

Um morador que não quis se identificar, e que estava na companhia da mulher e da filha de três meses, estava muito sorridente e se diz satisfeito com a operação que resultou na prisão do traficante Nem. Ainda segundo ele, a noite e a manhã foram tranquilas, e o comércio no alto do morro funciona normalmente.

O morador afirmou, no entanto, que sua única apreensão é em relação a entrada da polícia na comunidade. "Mas tenho certeza de que tudo será tranquilo como tem sido até agora", completou.

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